Proposta navegável · O futuro da celebração

Um dia para
interrogar Portugal

Que país fomos, que país somos e que país queremos construir juntos?

Ilustração de pessoas reunidas em círculo à volta de uma grande pergunta luminosa junto ao Atlântico
Uma pergunta mantida em comum

Proposta central

O 10 de Junho pode deixar de ser apenas o dia em que Portugal se representa e tornar-se também o dia em que Portugal se interroga, se escuta e se compromete com o futuro.

A cerimónia de Estado permaneceria, mas seria integrada num processo mais amplo, distribuído pelo ano e aberto a escolas, municípios, comunidades, universidades, artistas, arquivos e cidadãos.

Ilustração de pessoas de diferentes gerações reunidas em círculo à volta de uma grande pergunta luminosa junto ao Atlântico
Uma pergunta mantida em comumO futuro da celebração pode nascer de um espaço onde documentos, experiências e projetos diferentes se encontram sem antecipar uma única resposta.

Cinco princípios

Cinco princípios

01

Celebrar sem idealizar

Reconhecer realizações sem apagar violência, desigualdade, ditadura ou conflito.

02

Criticar sem desprezar

Examinar mitos com rigor sem concluir que toda a memória coletiva é falsificação.

03

Incluir sem assimilar

Reconhecer identidades múltiplas sem exigir uma única maneira de ser português.

04

Recordar para agir

Relacionar o passado com decisões presentes sobre democracia, cultura e justiça.

05

Representar e escutar

Manter a voz institucional e criar espaço real para cidadãos e comunidades.

Pergunta anual

Não uma frase promocional. Uma tensão real.

A pergunta seria escolhida para abrir investigação e conversa pública, não para antecipar uma resposta consensual.

Quem pertence a Portugal?

Como recordar o império numa democracia?

Que futuro queremos para a língua portuguesa?

Como aproximar litoral, interior, ilhas e comunidades?

Que país estamos a construir com quem chegou recentemente?

Ciclo anual

Um ciclo anual

Jul–SetEscolher

Consultar cidadãos, escolas, municípios e comunidades para escolher a pergunta.

Out–FevInvestigar

Recolher histórias, documentos, fotografias, testemunhos e projetos.

Mar–MaiConversar

Realizar encontros, leituras, oficinas e debates entre gerações.

JunhoCelebrar

Apresentar resultados, realizar cerimónias e anunciar a pergunta seguinte.

DepoisPreservar

Arquivar materiais, avaliar ausências e manter os projetos relevantes.

Sete componentes

Uma celebração feita de várias vozes

Cerimónia de Estado Fórum público Parlamento das comunidades Laboratório das escolas Leitura viva de Camões Atlas vivo de Portugal Caderno anual
Camões deixaria de ser apenas o nome da celebração para voltar a ser texto. As comunidades seriam celebradas, mas também escutadas.

Modelo-piloto

Modelo-piloto

TemaPortugal como rede de pertenças
PerguntaQuem pertence a Portugal e de que maneiras?
LocalizaçãoUma cidade marcada simultaneamente por emigração e imigração
ResultadoTestemunhos, mapa de percursos, projetos escolares, exposição e caderno anual

Compromisso

Durante demasiado tempo, as datas nacionais serviram para apresentar respostas preparadas. Talvez uma data nacional possa ser mais útil quando preserva uma pergunta.

Para ser democrática, a proposta exigiria critérios públicos de participação, capacidade de acolher desacordo e continuidade para além da cerimónia. O futuro da celebração dependeria menos de representar todos de uma só vez e mais de criar condições para que diferentes experiências possam realmente ser escutadas.